Por: Cauê Batista de Oliveira
O avanço da internet e da tecnologia quebrou monopólios que antes nunca imaginamos ser possível. A informação deixou de ser propriedade de grandes grupos e passou a ser veiculada amplamente por qualquer pessoa com acesso a internet. O mesmo vale para grandes instituições financeiras da modernidade com a chegada das fintechs.
Fintech é uma abreviação para as palavras financial technology, ou tecnologia financeira, que é utilizada para identificar empresas que desenvolvem produtos digitais inovadores de diferentes serviços do mercado financeiro. Esse tipo de empresa trouxe a possibilidade de que qualquer pessoa acesse seu sistema bancário pelo smartphone, com atendimento de qualidade e com custos radicalmente reduzidos.
Os serviços que uma fintech pode oferecer no mercado financeiro são diversos, como as fintechs (i) de pagamento, que oferecem máquinas de cartão para recebimento de pagamento ou cartões de crédito, (ii) de crowdfunding, que oferecem uma plataforma para que empreendedores sejam financiados para colocar em prática seus projetos, (iii) de crédito, que oferecem empréstimos em dinheiro com juros menores e analisam o crédito a partir de soluções tecnológicas; (iv) de criptomoedas, que facilitam transações destes ativos; (v) de educação financeira, que são plataformas que permitem que o usuário controle suas finanças pelo smartphone e; (vi) de investimento, que oferecem serviços simplificados para que os usuários invistam seu dinheiro de maneira diversificada.
A quantidade de empresas dessas modalidades deu um salto significativo em apenas 6 anos, de 2015 a 2021, passando de 474 para 1.174 empresas. Essa amplitude de serviços oferecidos e a quantidade de novos empresas rapidamente captou a atenção de investidores de grande porte que iniciaram um movimento de fusões e aquisições (M&A) de fintechs.
Se em 2020 essas operações já haviam batido um recorde, em 2021 é esperado que o número de transações do tipo aumente mais de 50% em relação ao ano anterior, estimativa do Inside Fintech Report do Distrito Dataminer.
O atrativo para os investidores reside nas inovações tecnológicas que essas empresas trazem para solucionar diversos entraves do mercado financeiro, não à toa grandes empresas do setor do varejo adquirem fintechs de pagamento, grandes empresas de investimento adquirem fintechs de investimento e educação financeira.
Outro ponto significativo é que a competição aumentou nos últimos anos com as facilitações concedidas pelo Banco Central, que simplificaram a constituição de fintechs, e as operações de M&A tem relação direta com essa competição, uma vez que as empresas percebem o risco e buscam juntar forças.
Ainda, com essas aquisições, empresas já consolidadas buscam aprimorar o serviço que prestam para que o usuário final tenha a melhor experiência possível e de forma facilitada. Assim, ao mesmo tempo essas empresas não se tornam obsoletas no mercado e reafirmam sua posição de liderança.
O espaço para crescimento das fintechs ainda não tem limites, ainda mais considerando o avanço da tecnologia e o quanto ela a cada dia mais se insere na nossa vida de modo imprescindível, combinado com a quantidade de desbancarizados que diariamente são inseridos no mercado financeiro digital.
