As grandes empresas investem cada vez mais nas startups

Por Thatyane Pontes Dias*

 

Nos últimos anos, tem se exigido, cada vez mais, que ideias inovadoras sejam implementadas. Neste sentido, o chamado Corporate Venture Capital (CVC), o qual se trata de fundos de investimento, criado por grandes empresas para investirem em startups, visando criar iniciativas empreendedoras, vem ganhando força dentro das grandes empresas.

Ou seja, esse investimento privado de pequenas empresas, tem se tornando uma solução às empresas que buscam acompanhar o ritmo acelerado no meio digital, principalmente no setor varejista e financeiro, a fim de se aproximarem das startups, obtendo ideias de inovação ou até mesmo, pelo fato dessas corporações entrarem em contato com o que há de mais inovador no mercado, bem como diversificar a fonte de renda da empresa.

Entretanto, o CVC não se trata de um processo de impacto imediato, mas sim de um investimento em inovação voltado para o futuro, com a exclusiva finalidade de captar inovações, que de certa forma, é uma maneira de estar à frente do mercado em iniciativas inovadoras e disruptivas.

Em outras palavras, a ideia é descobrir tecnologias disruptivas e ideais para o negócio, e paralelamente, com a finalidade de aumentar as vendas e os lucros da empresa, obtendo negócios com as startups que usam novas tecnologias, mais maduras, com soluções já validadas, entrando em novos mercados, identificando alvos de aquisição e acessando novos recursos, para estrategicamente, obter maiores retornos aos investidores.

Além de fomentar o crescimento de pequenas empresas, o CVC também serve de caminho às empresas que visam obter estratégias de inovação que fogem das associações com fundos de venture capital, tradicionalmente associados ao risco. 

Outro instrumento que começa a ganhar destaque dentro dessas empresas é o Corporate Venture Building (CVB), ou seja, é uma organização que investe, constrói e desenvolve startups para grandes corporações, mas utilizando os seus próprios recursos, diferente dos modelos tradicionais, ajudando-as a viabilizar novos negócios. 

Conhecido mais como “fábrica de startups”, pois possui um modelo que dispõe recursos como infraestrutura, contábil, marketing, jurídico, entre outros, razão pela qual, para quem busca trabalhar visando a inovação, se tornar a melhor estratégia.

Diferentemente do CVC, que apenas figura com um investidor a fim de obter um retorno financeiro, o CVB constrói uma startup do zero, ou até mesmo a partir de um projeto já existente.

Em outras palavra, o CVB se trata de uma empresa que investe, constrói e desenvolve startups para grandes empresas, ajudando-as a viabilizar novos negócios.

Deste modo, verifica-se que as empresas tradicionais, cada vez mais, apostam em acordos com startups, visando avançar no setor de inovação, e essa aproximação vem crescendo bastante, ainda mais no período pandêmico, o qual ganhou mais impulso, buscando reinvenção, a fim de acompanhar as mudanças no perfil dos consumidores e do mercado como um todo.

*Thatyane Pontes Dias é bacharel em direito e atua na área do contencioso Cível do Zilveti Advogados.

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